“Que a errar, seja por agir e não por ceder ao receio. Que seja por arriscar voar e não por esperar que o vento mude.”

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Terça-feira, 20 de Março de 2012

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Traiu o marido, ele sabe.

Pergunta à mãe se pode regressar a casa dela. Esta recusa e manda-a voltar para a sua casa.

Diz à mãe que jamais conseguirá viver a vida toda com um homem que não ama, mas regressa a casa e ao marido. Ambos fingem que está tudo bem. E, assim, vivem os três: ela, o marido e o fantasma do "não-amor".  

Dizem-me tantas vezes para me deixar amar que o meu sentimento há-de vir depois, mas é perante os casos reais que tomamos noção da dimensão das teias que vivemos. Não temos vida suficiente para cometer os erros todos, há que sugar algumas aprendizagens dos que outros cometem. E eu não quero viver com um não-amor, eu quero um amor inteiro, porque sou suficientemente egoista para  não me bastar o amor do outro, eu quero um meu, cá de dentro do coração, todo ele para lhe dar e corresponder.