“Que a errar, seja por agir e não por ceder ao receio. Que seja por arriscar voar e não por esperar que o vento mude.”

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Sexta-feira, 16 de Março de 2012

Apanhar o comboio pela manhã, chegada á estação de Campanhã em hora de ponta, sempre bom, gosto daquela confusão de chegadas e partidas onde todos os destinos se parecem cruzar.

Subir aquelas ruas e ruelas sempre a passo apressado, quase que me esquecendo de respirar enquanto converso animada com aquele senhor. As saudades que sentia daquela cidade, nem o frio que se fazia sentir e o tempo cinzento sem qualquer réstia de sol parecia mudar o ambiente.

Um rápido passeio pelos arredores e a cada chegada um sorriso simpático com um bocado de conversa fiada para dar no seu melhor sotaque. Gosto do Porto. Tanto mas tanto.

Mais uma correria pela cidade, desço as escadas para o metro, valido o andante e mesmo quando estou a chegar a porta do metro fecha à minha frente e este arranca perante o meu ar desalinhado e meio parva a vê-lo partir. Mais quinze minutos até ao próximo. E fico ali a ver a plataforma encher e esvaziar a cada novo metro que passa, até enfim partir.

Enfio-me no comboio e parto. O Porto há muito que ficou para trás. Até ao próximo regresso, porque quero e muito.

miúda* às 23:54

Sábado, 29 de Janeiro de 2011

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Ora ai está uma boa ideia.

Alguém me quer levar a Paris??

 

miúda* às 20:34
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Terça-feira, 19 de Outubro de 2010

 

Bati com o meu carro logo de manhã e passei o dia com uma neura desgraçada.

Percorri numa ida e volta três distritos no banco de pendura com alguém que parecia ter engolido um gramofone e não se calava!

Agradeço muito muito a quem me der umas três coisas destas!!!

Há momentos que uma só não basta!!

 

 

miúda* às 16:26
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Quinta-feira, 07 de Outubro de 2010

Aust 1970.jpg

 

Passo naquela estrada quase todos os dias.

Em todos esses dias alguém está lá. Uma mulher na beira da estrada. Poderia passar-me incógnita como tantas outras com um código postal diferente, afinal sabemos que existe mas ignora-se com a mesma facilidade com que fechamos os olhos ao pestanejar. É comum, ponto. Não se torna mais importante porque se dá importância.

Mas hoje chamou-me a atenção. Hoje olhei com olhos de ver.

Uma miúda linda, morena de cabelos longos negros, corpo esquio e bem delineado e aparentemente muito mais jovem que eu. Fazia sinais a um homem velho e de aspecto asqueroso, numa carripana a cair de podre, estacionado na berma do lado oposto da estrada. No meio de ambos e da sua conversação por sinais passava o trânsito a meio gás parando de quando em quando ao vermelho do semáforo.

Olhei para ambos por momentos até uma buzina me despertar a avançar. Hoje não me foi indiferente. Custou-me.

Ao olhá-la quase que a imaginei dentro de outras roupas. Uma caloira como tantas outras que entrou agora, uma miúda em inicio de vida, pronta a abrir asas e viver a vida. Em vez disso estava ali a dar sinais de preços a um homem de aspecto duvidoso.

Ás vezes tudo parece demasiado suspeito nos destinos que se traçam.

Na vida os direitos não são seguidos por todos, as escolhas não são uma opção de uns quantos e as necessidades não são um dever até ter de ser.

 

 

miúda* às 18:17
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Segunda-feira, 19 de Abril de 2010

Por Sol Foz.jpg

(foto Milú Gomes)

 

Há fogos que queimam sem se ver… já dizia o poeta.

Este fere pela ausência que o desejo de carne não mata e ainda me vive na pele, no coração e no pensamento.

Hoje o pôr-do-sol foi uma passagem veloz pela Foz do Douro enquanto palmilhava alcatrão num regresso a casa.

Um dia faço daquela beleza a minha casa por um dia e esqueço todas e quaisquer mágoas aonde regressei penosa, deixando para trás aquele instante em que queria ficar…

 

 

miúda* às 00:47
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