“Que a errar, seja por agir e não por ceder ao receio. Que seja por arriscar voar e não por esperar que o vento mude.”

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Terça-feira, 21 de Dezembro de 2010

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Uma raiva imensa no peito.

Do mundo ou talvez de mim, já não sei precisar. Deixei-me disso.

São detalhes que ficam, mágoas que não se esquecem. Ou simplesmente uma fúria agreste do que não posso controlar.

Fico acordada olhando os sonhos de longe. Hão-de vir a seu tempo nas asas de um dormir que tarda.

Deambulo nos lençóis que me prendem os movimentos rebeldes, mas eu sou mais forte. Prendem-me até me fazerem suster a respiração numa realidade embevecida de verdade que passa e deixa um vazio que na solidão da noite é sempre mais doloroso.

É um dia que passa. Mais um. Bate levemente na cadência de existir com a escuridão do espaço.

Confusão de sentir. Amanhã acordo, não vale a pena resistir às marés enérgicas que nos sutentam o ser.

Na vida há o ir e não voltar. Eu escolho o voltar.

Sempre.

 

miúda* às 00:05
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Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010

Saying Images-Amazing Images With Inspired Sayings - Part 11

miúda* às 23:12
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Quinta-feira, 29 de Abril de 2010

Работы двух фотографов Waldemar & Max » Фото и рисунки, арт и креативная реклама

"Solidão não é falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer amor...

Isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos na ausência dos entes queridos que não podem voltar...

Isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que nós impomos para realinhar os pensamentos...

Isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que reavaliemos a nossa vida...

Isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de pessoas ao nosso lado...

Isto é circunstancial.

Solidão é muito mais do que isto.

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma..."

 

Chico Buarque de Holanda

miúda* às 22:57
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Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

Às vezes poderia ser tudo muito simples. Tal como acordar de manha, colocar os pés no chão e sorrir cientes que um novo dia aguarda.

Mas nunca é assim.

Nada é assim.

Voamos em cada voo raso com a extrema necessidade de planar, ficar apenas estáticos enquanto vemos o mundo girar em nosso torno.

Dá vontade de complicar, de simplificar, dividir e multiplicar a panóplia de vidas que temos e vamos conjugando a cada necessidade e revezando a cada pessoa que se nos depara.

Não sabemos ser um. Eu não sei ser um.  

Gosto do turbilhão da vida, da falta de simplicidade de cada detalhe que fomento sofregamente imaginando mil e uma crónicas de possibilidades.

Não me basta o básico e o simples e o mero.

Quero mais, muito para além da perfeição e da busca infrutífera de mim mesma a cada deambular no palco das emoções.

Por agora entra um sol quente naquela janela. Tolda-me o olhar quando insisto em encara-lo de frente.

Fecho os olhos e sorvo. Daqui a pouco o tempo passa e a correria da existência recomeça… agora está somente… num adágio contemplativo de carência.   

miúda* às 17:53
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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

Pensamento

Há momentos em que daria um pedaço da minha memória a troco de um pedaço de pensamento dum alguém.  

Ficam assim acções presas no ar do tempo e desprovidas de qualquer base coerente onde assentar.

Gestos dispersos em dois pólos opostos que nada mais têm em comum que o ar que sugam.

Sonhos que voam e se crêem ser algo mais quando o passado amarra o presente a uma falsa cegueira.

Sei o que quero e por onde o meu querer não passa.

Não ambiciono o que não posso ter e finco pé firme no que já possui e nunca foi meu.

Criancices e espontaneidades carentes que se rendem aos reflexos corporais de se ser humano.

 

miúda* às 20:20
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