“Que a errar, seja por agir e não por ceder ao receio. Que seja por arriscar voar e não por esperar que o vento mude.”

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Terça-feira, 29 de Novembro de 2011

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Quando nos candidatamos a um trabalho na nossa área e nos excluem porque não temos experiência eu aceito e compreendo.

Quando nos rejeitam por causa do sexo não consigo compreender.

Ora se nós mulheres temos as mesmas qualificações que homens que responderam, se temos cabecinha para pensar e mãos para trabalhar tal como homens que responderam, se, falando por mim já desempenhei a função em estágio, rejeitam apenas pelo simples facto que não ter um pénis entre as pernas?!

Definitivamente isso não consigo aceitar.

 

miúda* às 21:24
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Domingo, 02 de Outubro de 2011

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Ora ai está.

 

miúda* às 19:17
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Sábado, 10 de Setembro de 2011

 

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"O sexo tem tudo de físico, mas vai muito para além do físico. Mexe com auto-estima, com necessidades primárias, com paixão, com amor. É a tal diferença entre foder e fazer amor. Os dois podem ser muito bons, dentro dos contextos adequados. A diferença é que foder faz-nos ganhar uma noite, e fazer amor pode fazer-nos ganhar uma vida."

O Arrumadinho (aqui

miúda* às 23:55

Sexta-feira, 08 de Abril de 2011

É o odor. Aquele que nos invade o corpo e nos enfraquece a vontade num parar intermitente de saudade... um abraço que se deu e da qual já não se sente a falta. 

Um passar veloz de sonhos e razões inexplicáveis cheios de prepotência caprichosa. Apenas mais um sinal entre os tantos compreendidos e remetidos ao engano. Não eram, nunca foram e jamais serão. Tenho sempre tendência e ignorar o que não quero ver.

Dar e vender de tempo que sei e ignoro. Cantar e rodopiar na volta no carrossel que não tem mais capacidade de girar.

Este coração é meu, esta vida é a do meu tempo e as últimas vezes são só mais um suspiro do que não tem mais volta. Um sacrifício bem gozado quando o que já se conhece é apenas mais um e a primeira num outro nos entra de mansinho nos poros da vontade.

miúda* às 04:21
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Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010

Sleep together

"Ele decidiu fingir que adora o timbre da voz dela, mas não adora. Na verdade às vezes até o irrita, principalmente quando atinge um leque de frequências mais agudas que o faz lembrar uma mulher a ralhar com uma criança. Fê-lo de forma consciente, para não perder aquilo de que realmente gosta nela: o sexo. Ela decidiu fingir que gosta das piadas dele durante as refeições, mas não adora. Na verdade normalmente nem as percebe muito bem, já que são quase sempre sobre futebol, e do pouco que percebe até as acha estúpidas. Fê-lo de forma consciente, para não perder aquilo de que realmente gosta nele: o sexo.
Andam assim há anos, desde o deslumbramento da primeira noite na cama. A ela nunca lhe tinham feito um minete tão certo, e certo é o adjectivo que o qualifica realmente, pela pontaria e pela subtileza. Tanto, que a fez esquecer-se da língua de gato do seu ex-marido. A ele nunca lhe tinham feito um felatio tão profundo, e profundo é o adjectivo que o qualifica realmente, pela forma como ele se lembra dos lábios dela a beijarem-lhe os pêlos púbicos. Tanto, que o fez esquecer-se das constantes recusas da ex-namorada em fazer sexo oral. Desde então que estão juntos numa relação que depende exclusivamente do sexo. Quando este acabar, acaba também a relação. Algumas relações são assim, outras não. Ambos sabem disso.
É por ambos saberem disso que hoje aceitaram a mentira um do outro. Ele telefonou-lhe do escritório a meio da tarde, disse que tinha que trabalhar durante toda a noite e não podia ir dormir a casa. Ela fingiu acreditar e desejou-lhe boa sorte. Um “boa sorte” honesto até, já que sabia perfeitamente que ele ia sair para o engate. Depois de desligar desejou boa sorte a si mesma também.
Sair para o engate quando não se precisa de sexo é diferente de sair para o engate quando não se quer outra coisa. Ele percebeu isso na primeira tentativa, enquanto se oferecia para pagar, ao balcão de um botequim de esquina, uma bebida a uma desconhecida que se apressou a encostar-lhe as mamas na barriga e apertar-lhe o falo com os seus dedos de aranha. Ia perguntar se ele tinha alguma coisa no bolso ou se estava contente por a ver, mas ele não estava nada contente por vê-la. Infelizmente também não tinha nada no bolso. Pagou-lhe a bebida e foi-se embora fazer aquilo que pensara fazer por uma vez na vida com uma mulher: passear na marginal e falar. E fê-lo, só que falando consigo mesmo.
Sair para o engate quando não se precisa de sexo é diferente de sair para o engate quando não se quer outra coisa. Ela percebeu isso na primeira tentativa, enquanto apreciava os lábios dum homem a remexer um palito entre dentes com nódoas verdes de esparregado. Do peito saiam-lhe alguns pêlos arduamente penteados e da boca alguma palavras arduamente soletradas. Tens uns pára-choques fixes, cuspiu ele. Ela acabou por fugir aproveitando uma suposta ida à casa de banho. Queria, por uma vez, dar a mão a um homem e dividir o prazer de ver montras com ele, mas acabou por dar as suas próprias mãos uma à outra enquanto encostava a cabeça ao vidro duma loja abandonada.
Talvez por isso continuem os dois a dividir a vida. Ele fingindo que gosta da voz dela, ela fingindo que percebe as piadas dele. Sempre com muito sexo que, afinal, talvez não seja só isso."

 

Bagaço Amarelo aqui

 

Há mais histórias assim que as que se supõe.

A solidão é consentida e o amor fica para um segundo plano em que ele virá arrastando consigo uma luzinha fluescente dizendo "sou eu" ao mesmo tempo que desperta um burburinho no peito e um calafrio que percorre cada pedaço de pele, único e mágico no meio de uma multidão.

 

 

miúda* às 12:59
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