“Que a errar, seja por agir e não por ceder ao receio. Que seja por arriscar voar e não por esperar que o vento mude.”

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Quinta-feira, 10 de Maio de 2012

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"Essa conversa de que a pessoa só dá valor quando perde não é verdadeira.
Cada um sabe exatamente o que tem a seu lado.
O problema é que ninguém acredita que um dia vá perder."

 

Estamos tão ofuscados pela sensação que está ali que nunca nos passa pela cabeça perder. Seja para quem seja ou para o que for.

Não acreditamos poder perder o que ignoramos de forma quase mecânica por já nos ser tão intrínseco. Tomamos os outros como apêndices que nos saem da pele e que vamos alimentando com carências e monólogos retóricos.

Mas um dia eles cansam-se, rasgam e partem. E ficamos nós, aqui, confusos e a tentar juntar os cacos que restaram.

Porque a perda é assim, um repente que nos atinge no ponto que julgávamos mais forte e nos trai aquilo que pensávamos ser.  

 

miúda* às 00:07

Terça-feira, 20 de Março de 2012

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Traiu o marido, ele sabe.

Pergunta à mãe se pode regressar a casa dela. Esta recusa e manda-a voltar para a sua casa.

Diz à mãe que jamais conseguirá viver a vida toda com um homem que não ama, mas regressa a casa e ao marido. Ambos fingem que está tudo bem. E, assim, vivem os três: ela, o marido e o fantasma do "não-amor".  

Dizem-me tantas vezes para me deixar amar que o meu sentimento há-de vir depois, mas é perante os casos reais que tomamos noção da dimensão das teias que vivemos. Não temos vida suficiente para cometer os erros todos, há que sugar algumas aprendizagens dos que outros cometem. E eu não quero viver com um não-amor, eu quero um amor inteiro, porque sou suficientemente egoista para  não me bastar o amor do outro, eu quero um meu, cá de dentro do coração, todo ele para lhe dar e corresponder.

 


Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012

Sleeping in the Water

Não se sabe o que dizer, o que fazer, o que pensar e tão pouco e que querer ao certo.

É aquela mistura de sentimentos que nos sai sem os conseguirmos segurar. Linhas defensivas para aquilo que nos passa impulsivamente pela cabeça em determinado instante, a fim de nos impedir. Nem sempre vão a tempo e nem sempre as queremos a controlar-nos o ataque.

Hoje simplesmente não me importei num misto de irreconhecimento de mim.

Talvez esta não seja eu, mas uma outra que estou definitivamente a aprender a gostar.

 

 

miúda* às 00:17

Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

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"Há uma imensa pequenez na grandeza de tudo o que achamos grande."

 

Bagaço amarelo

 

Por vezes é muito assim. Faz-se caber na palma da mão aquilo que é grande demais para deixar para trás.

miúda* às 01:10

Quarta-feira, 09 de Novembro de 2011

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Às vezes os sentimentos persistem à morte que se lhes sentença.

Acredito piamente nisso. Contudo, nunca hei-de conseguir perceber como é possível gostar naquele ponto em que o que se dá é inversamente proporcional ao que se recebe.

Mas isso sou eu, um bocado ao estilo faz o que digo não faças o que eu faço.

Os lutos levam sempre mais tempo do que se está disposto a dar.  

 

miúda* às 21:58