“Que a errar, seja por agir e não por ceder ao receio. Que seja por arriscar voar e não por esperar que o vento mude.”

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Sexta-feira, 16 de Março de 2012

Apanhar o comboio pela manhã, chegada á estação de Campanhã em hora de ponta, sempre bom, gosto daquela confusão de chegadas e partidas onde todos os destinos se parecem cruzar.

Subir aquelas ruas e ruelas sempre a passo apressado, quase que me esquecendo de respirar enquanto converso animada com aquele senhor. As saudades que sentia daquela cidade, nem o frio que se fazia sentir e o tempo cinzento sem qualquer réstia de sol parecia mudar o ambiente.

Um rápido passeio pelos arredores e a cada chegada um sorriso simpático com um bocado de conversa fiada para dar no seu melhor sotaque. Gosto do Porto. Tanto mas tanto.

Mais uma correria pela cidade, desço as escadas para o metro, valido o andante e mesmo quando estou a chegar a porta do metro fecha à minha frente e este arranca perante o meu ar desalinhado e meio parva a vê-lo partir. Mais quinze minutos até ao próximo. E fico ali a ver a plataforma encher e esvaziar a cada novo metro que passa, até enfim partir.

Enfio-me no comboio e parto. O Porto há muito que ficou para trás. Até ao próximo regresso, porque quero e muito.

miúda* às 23:54

Sexta-feira, 15 de Abril de 2011

Um baque forte no peito quando a vista alcança aquilo que parecia ter medo de reencontrar.

Uma timidez forte e robusta que parece tomar conta de cada gesto meu. Olhares fugazes antes de ser apanhada e um palpitar indecente no calor do bombear do meu coração. Aquele eriçar da pele quando as peles se tocam instantaneamente no perder de um segundo. O reparar nos detalhes e querê-los perto sem saber bem como… É a ignorância dentro de um e o turbilhão dentro do outro.

Há paixões que mais que saber se tem a certeza que nunca passarão dum só.

Restam as memórias do que não foi e já passou e o beijo de rompante de despedida na minha face. Ele nunca saberá o quão bem aquele beijo me soube e o quanto desejei ficar ali para conhecer melhor a personagem por detrás do tão pouco que conheci nestes dois dias. O the man.

Por fim o voltar a casa sem perspectivas de novo encontro e o total colmatar de um descer à terra quando os sonhos não passam disso mesmo.

 

miúda* às 23:03

Foi amor ao primeiro chegar. Há cidades que nos entram no sangue mal lhe pisamos as entranhas. Apetece ficar ali e não descansar enquanto não se conhecer cada recanto e detalhe escondido com todo o encanto que tem para dar.

Histórias que ficam na memória para contar e relembrar, experiências para nunca mais esquecer. Ninguém rouba a sensação de guiar um eléctrico ao pôr-do-sol junto à Marginal, os passeios nocturnos na cidade semi-adormecida, a vista do amanhecer sobre a cidade, as caminhadas longas na cidade que parece ter apenas subir e descer…o tudo e o nada que na sua desorganização se parece completar. 

Porque me apaixonei e há amores assim que nos conquistam a cada novo viver.

O Porto tornou-se bem mais que uma mera cidade, um canto para que apetece voltar.

miúda* às 22:33
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Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

Amanhã por esta hora conto já estar no Porto. Dois dias de seminários e workshops enfiada num auditório.

Podia ser pior, vou a contar com os momentos de pausa para conhecer a cidade.

miúda* às 14:41
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