“Que a errar, seja por agir e não por ceder ao receio. Que seja por arriscar voar e não por esperar que o vento mude.”

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Sexta-feira, 11 de Maio de 2012

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Colocas-te na prancha das palavras.

Dizes o que tens a dizer sem floreados nem adjectivos. Só é preciso ler nas entrelinhas e essas para bom entendor meia palavras basta.

E depois ou saltas ou saltas porque as palavras ditas ecoam para sempre, escondidas na consciência e à espera do momento certo para retornar. 

 

 

miúda* às 11:10

Quinta-feira, 09 de Fevereiro de 2012

E digo tantas vezes quando quero ficar calada, saem tão de rajada que quando eu vou por elas já vão longe, é o vê se me apanhas.

E quando quero dizer nem uma me sai, tornam-se diabretes cerebrais aos pulos na minha cabeça a gozar comigo!

 

miúda* às 01:18
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Sábado, 07 de Janeiro de 2012

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É-se curioso quando no atiçam algo que não revelam.

Isso não nos torna juizes de valor perante o que vão dizer.

 

miúda* às 00:48
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Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011

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Reter bem para lembrar sempre.

 

miúda* às 20:51

Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

"A verdade é que continuamos a desvalorizar o poder que exercemos sobre os outros, achando sempre que não conseguimos atingir o interlocutor. Mentira: basta, por vezes, uma frase agreste, para lhe provocar os mais estranhos comportamentos, equívocos e intenções. Depois, o outro fica embatucado, digerindo o que lhe dissemos, e nós supomo-lo indiferente. Outro erro: a indiferença não passa de uma atitude, pois ninguém é imune a insultos, reparos ou desconsiderações. É então que carregamos no tom e reincidimos, tentando ao menos abaná-lo, e que o outro, já ferido, reage de forma imprevisível.

   As palavras, por exemplo: têm um valor facial tão poderoso ou mais do que a intenção que lhes preside. Ou o contrário; o tom que usamos ou a expressão que esboçamos podem causar mais dor e ressentimento do que uma bofetada em pleno rosto.

   (...)

   Misteriosa, mas exaltante, a noção de que ninguém nos é totalmente indiferente e de que nunca o somos verdadeiramente para os outros (...).

   E não há inocência na conduta que se adopta, nas palavras que se escolhem ou no seu sentido oculto; somos livres e responsáveis para usar desse poder como um feitiço ou uma arma, porque o seu efeito é obscuro e as responsabilidades difíceis de imputar. Mas cuidado: o efeito que buscamos pode resultar noutro bem diferente, ou até oposto ao pretendido. Não há regras. Há gestos grandes que nos deixam impassíveis e atitudes mesquinhas que mudam a nossa vida. Depende do dia, da lua, do estado de alma, do tempo, da atenção, da autoria."

 

Rita Ferro in "Não me contes o fim"

miúda* às 16:58
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