“Que a errar, seja por agir e não por ceder ao receio. Que seja por arriscar voar e não por esperar que o vento mude.”

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Quarta-feira, 07 de Março de 2012

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Houve alturas em que pensei que eu era o erro. E num sibilar inaudível de pensamento talvez ainda pense enquanto sonho á noite.

Não era suficientemente bonita, não dizia o suficiente, não sabia o bastante, não sorria o razoável, não sonhava que chegue, não tinha luz que bastasse, não possuía o muito… talvez por isso não me apresentou aquele amigo que chegou. Não era importante, disse.

Cada um é o que é e nada nem ninguém o pode alterar.

A identidade que define cada um torna-o especial. E o que tanto consegue detestar em mim eu consigo amar do mesmo jeito.  Porque nunca conheci ninguém pela qual quisesse mudar e que gostasse tanto de mim a ponto de não mo deixar fazer.

Às vezes o pensamento atraiçoa-me no que seria se o “se” não fosse um “se”. Mas isso acontece em tantos pontos da vida que não passam de pontas soltas, que este se torna minimo.

As pessoas são cais onde atracar, só temos de partir com a mesma intensidade com que chocamos ao chegar.   

 

miúda* às 01:44

Quarta-feira, 01 de Fevereiro de 2012

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O cérebro deve pregar-nos partidas e o que acabou de acontecer não deve ter acontecido de facto.

Ao ver aquela foto de nós os dois seguida da mensagem quase que podia dizer que tudo aconteceu a semana passada, mas já passaram demasiadas semanas que se transformaram em meses depois disso. A vida foi seguindo e não fiz nada para a impedir, deixei-me ir nela. Achamos que os outros nos estão a magoar mas sem que nos apercebamos ao fazerem o que pensam ser o melhor para eles estão também a fazer o melhor para nós.

Gostei dele, muito. Mas ao ler novamente as palavras dele que um dia me contará o que aconteceu mas que ainda não é o momento fez-me ver que estou melhor sem ele. Não quero ao meu lado alguém que não tem coragem de definir o que aconteceu e arrasta a vida no tempo como se tudo tivesse acontecido ontem recorrendo ao mesmo discurso. Eu sou muito preto no branco, muito aqui e agora que o que é tem de ser.  

Passaram meses, eu fui superando e estou quase boa. Quase. Creio que se ele não me tivesse dito que havia uma explicação tudo já teria passado.

Uma parte de mim gostava de manter pelo menos a amizade porque ele em dada altura foi importante para mim, mas outra parte, a que o ouve dizer-me que ainda não é o momento de falar pergunta-se se algum dia ele estará pronto para o dizer.

miúda* às 20:14
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Segunda-feira, 02 de Janeiro de 2012

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Diz-se que na mudança do ano se reorganizam as prioridades, se traçam novos planos, se refazem as listas com tantos dos itens que já se sabe de antemão que nunca se porão em prática…

Atira-se sempre areia para os olhos num mudou o calendário mudaram as coisas. Nem sempre é assim em relação a certas coisas.

O longe da vista não é longe do coração e ainda sabe doer quando ao abrir o computador nos deparamos com imagens onde o abraço que se vê não nos é dado a nós mas a outro alguém, vindo de quem marcou mais do que devia.  

Não lhe sinto a falta, e já não lhe sinto amor... sinto apenas a falta da felicidade que pensei possuir naquele tempo.

 

miúda* às 23:40

Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011

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Por vezes pensa-se que já está adormecido, que não vai doer mais e que tudo está arrumado numa gaveta a sete chaves a um canto do sótão. Mas está-se mais longe do chão do que se supõe. E então, num ápice dá uma pontada para mostrar que ainda não se é insensível e que se é mais vulnerável do que o suposto ao vivido.

Torna-se no luar em plena luz do dia na busca por um chão que suporte o peso com que se fica. Sustem-se a respiração, fecha-se os olhos e tapa-se os ouvidos por segundos e regressa-se ao mundo.

O que não nos mata torna-nos mais fortes.

miúda* às 12:29

Quarta-feira, 05 de Outubro de 2011

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Ainda dói um pouco, uma mensagem dele pedindo desculpa. Perdoar perdoa-se sempre mas não se esquece, eu não consigo esquecer.

Acho que sinto falta daquele contacto, daquele poder partilhar quando alguma coisa acontece de bom e de mau, mas passei tanto tempo sem que ele me desse noticias que o fechei numa qualquer gaveta que não quero reabrir e segui em frente.

A meu lado o telemóvel toca. Um deja vú dos últimos dias. Receber e responder a alguém a esforçar-se para me conquistar mas que perante a minha força de o afastar não tem outro remédio se não ficar longe. Olho para o telemóvel penso se não terei sido dura. Talvez sim mas não permito ninguém na minha vida agora.

 

miúda* às 22:09