“Que a errar, seja por agir e não por ceder ao receio. Que seja por arriscar voar e não por esperar que o vento mude.”

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Terça-feira, 15 de Maio de 2012

Untitled / laura taylor

“Blue jeans

White shirt

Walked into the room, you know you made my eyes burn”

 

Sonhei com aquela t-shirt branca, jeans desbotados e barba em desalinho que me entraram de rompante naquela manhã e me fizeram desejar mais do que alguma vez tinha desejado, até o rosto cair numa mancha difusa que não soube reconhecer.

Depois acordei e esqueci.

Já não é importante. Até os sonhos deixaram de o querer.

miúda* às 02:35

Quarta-feira, 09 de Maio de 2012

potere della musica - power of music

Respondia-lhe ele que as mulheres decentes também eram uma espécie extinta. Que já não há mulheres de palavra, verdadeiras, sinceras e de confiança que não traiam.

Passam-me mentalmente umas quantas pessoas assim pela cabeça. Ignoro as que já estão felizes e trago as restante á berlinda. Aquela se não tivesse uns quilinhos a mais, ou a outra se não fosse tão baixinha, ou aquela se tivesse um sorriso mais bonito e a outra fosse mais divertida, e tantas outras com tanto por dizer, se elas não fossem como são já se podiam enquadrar como mulheres decentes. E nisto percebo que poderia estar a falar no masculino que cairia no mesmo discurso. 

Hoje em dia quase todos procuram qualidades interiores que combinem com o exterior como se isso fosse um requisito de qualidade de um qualquer produto numa prateleira de supermercado. Procura-se alguém que não espelhe os seus próprios defeitos sob pena de acordar todas as manhãs com alguém que se sabe de cor e se condena ao seu jeito. 

Às vezes parece que não se quer amor nem cumplicidade, quer-se um bibelô para trazer ao lado e apresentar aos amigos. Porque os bibelôs vieram da fábrica para aquelas mãos, são perfeitos e não têm passado. Os bibelôs não pensam, não discutem nem têm opinião.

Estão ali, imaculados, perfeitos e inalcançáveis.

Seria tão mais fácil se todos fossemos bibelôs.

 

 

miúda* às 23:36

Segunda-feira, 16 de Abril de 2012

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"Tenho por meu desespero
Dentro de mim o castigo
Eu digo que não te quero
E de noite sonho contigo"

 

Preciso de uma overdose de café.

Às vezes não nos deviamos lembrar dos sonhos. Traduções erróneoas, assim ao jeito de forçar que bem podemos dizer mil e uma coisas da boca para fora, exalar com com cada poro e transparecer com cada gesto e trejeito que nos saia lançado do corpo o que quisermos e bem entendemos.

Porque de noite, e só de noite o bicho que trazemos nos peito acorda para desmentir tudo aquilo que não soubemos transformar em verdade.

 

  

miúda* às 11:07

Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

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Às vezes sufoca-se com o ar irrespirável exalado de um corpo solitário numa cama desfeita.  Há mais vida depois disso e ninguém fica à espera do que não prometeu voltar.

Há lugares onde não se deve voltar. Ele é um deles.

Sempre lhe chamou miúda mas nunca conseguiu ser homem suficiente para a tornar mulher.

Precisa crescer, tornar-se homem e não cometer os mesmos erros. As mulheres querem homens com futuro e ele arrasta o passado consigo. Tem de o largar e atirar-se à vida. 

As coisas boas da vida estão á distância de um querer. Ela quer o dela e ele já não passa por ele.

 (escrito a 12.11.2011)

miúda* às 00:08

Domingo, 29 de Janeiro de 2012

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miúda* às 21:19