“Que a errar, seja por agir e não por ceder ao receio. Que seja por arriscar voar e não por esperar que o vento mude.”

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Segunda-feira, 09 de Abril de 2012

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«(...) olhando-a nos olhos, explicou-lhe que os sonhos - os mais importantes e desejados - quase sempre entram em conflito entre eles. Inevitavelmente temos de decidir por quais vamos lutar e aceitar os que são adiados, ficando, por tempo indefinido, mergulhados no espaço imenso que é a fantasia e a imaginação.»

 

by Closet

 

 

Há momentos em que ao passar os olhos pelos saltimbancos que fazemos da vida, batemos de frente com excertos que traduzem por palavras a barafunda que nos caracteriza.

Os sonhos são uma areia movediça perigosa sobre o qual caminhamos alegres e perfeitos ignorantes do perigo. Não interessa se não se sabe o que se quer, o essencial há-de sempre pertencer ao que não se quer. E a carência resulta da indefinição que damos a essa vontade. 

Sei com toda a minha coerência pessoal que aquele é o devaneio morto ainda antes de nascer, mas no silêncio é dentro do peito que o sonho que mais se teme quer brotar, espreitando tímido, tentando sair da fantasia em que o trancamos. 

Luta haverá sempre, sob o punho pesado dos sonhos reis e senhores prontos a sacrificar vísceras e coração, em prol de vitórias infrutíferas que nunca trarão a felicidade sem deixar um rasto de demasiadas baixas impossíveis de colmatar.

 

miúda* às 01:12

Terça-feira, 01 de Novembro de 2011

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"É do prazer da luta que ela retira o combustível. Desconstrói para a seguir fazer melhor. Sopra as cartas do castelo, porque sabe que pode erguê-lo mais forte. Sente-se no seu melhor quando encontra desafios à altura. Gosta de reacções. Entenda-as ou não. Porque os limites são para ser testados. Os dela e, mais ainda, os dos outros. Tem medo, claro. Um medo de morte. Mas que se lixe. Contrariem-na. Provoquem-na. Turn her on. Não quer que a temam. Secretamente, só procura que lhe façam frente. Não cede, nem procura vencer. A batalha é lutada apenas pelo prazer da mesma. Porque no fim, o que ela realmente procura é poder aninhar-se no peito protector do adversário. E sentir que pertence ali. Alguns corações não podem ser domados. Mas podem escolher descansar ao lado de outro coração da mesma raça."

Marla (aqui)

 

Porque podiam ser palavras para me descrever.

 

miúda* às 01:17
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É esta vontade que não me sai do peito. Loucura que me controla a mente e me pede e me ordena e me quer.

Uma pele sedenta daquele sal e suor que mexe comigo e me tira do mais sério que penso ser, num capricho a que resisto, ou tento com todas as forças resistir.

Flashes que me atormentam, do que não é, nunca foi e não quero que seja.

É carência, ambição e fome daquela droga feita carne e desejo que me sacia a demência com que luto cá dentro.

Um fogo que me pede que o faça arder e queimar num desejo tão consentido de ambas as partes.

Maldita luta inglória esta, sem bandeiras brancas de rendição quando a luta se trava a paixões indolentes.

 

miúda* às 00:03