“Que a errar, seja por agir e não por ceder ao receio. Que seja por arriscar voar e não por esperar que o vento mude.”

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Terça-feira, 09 de Novembro de 2010

Disturbing Images

 

Há abraços que nos ficam tatuados mais que na pele no coração.

Por mais anos que passem é sempre possível fechar os olhos e sentir aquele aperto terno que nos funde.

O primeiro amor sabe ser marcante pelos gestos mais banais e trás memórias ao minimo tocar do olhar naquele que não se vê à anos...

 

 

 

miúda* às 00:28
:

Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010

 

Sonhei com a imagem da carne e osso que me partiu o coração há muitos anos atrás. 

O primeiro amor marca sempre, às vezes até demais.   

Já passou tanto tempo desde que o vi pela última vez e por muito que puxe pela cabeça não me lembro da última conversa que tivemos.  

Os sonhos são miragens demasiado traiçoeiras...

Hoje iludiram-me na visão da vida que não tive. Algures no pretérito um simples virar á direita quando devia ter virado à esquerda faz toda a diferença...

 

miúda* às 22:37
:

Quinta-feira, 12 de Agosto de 2010

Há beijos que desprezamos com a mesma fúria e nojo com que negamos veemente certa comida que em crianças nos forçavam a comer.  

Mas há outros beijos que nos saciam a sofreguidão da alma. Uns que nos alimentam a sede de querer e outros tantos que despertam o mais luminoso sorriso no mais sisudo dos semblantes.

E depois há aqueles que nos são roubados num instante incerto e nos atiram para uma cómica dúvida entre o sonho acordado e sonho sonhado nas noites mal dormidas. São estes que nos abrem os sentidos há loucura de um prazer reduzido á simplicidade de um tocar de lábios.

Contudo, é no mais ínfimo dos nossos segredos que escondemos, traquinas, para nós mesmos, aqueles dados de coração na dura inocência e que nos prendem na imensidão de um desejo passado, presente e futuro algures suspensos nas entrelinhas de uma vida.

 


Sexta-feira, 26 de Março de 2010

Hoje vi o meu Invasor de sonhos.

Por uma questão de segundos não nos cruzamos, aliás nunca nos cruzamos por uma questão de segundos.  

Está tão diferente... a vida passa por ele de uma forma veloz nunca é o mesmo a cada novo encontro espaçado nos anos... Fica estranho de rastas e com todo um visual que nunca lhe imaginei.

Ele vive a vida, sempre viveu e no meu segredo sempre foi um pouco isso que me cativou de uma forma que nunca consegui explicar.

miúda* às 16:20
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Quinta-feira, 04 de Fevereiro de 2010

Café e conversa a duas.

Um recordar e falar de vidas.

Recuamos a uma lembrança com muito tempo, àquela noite.

Lembro a minha inquietude que do nada me fez querer partir dali, ela pediu-me para ficar numa espécie de pressentimento contraditório ao meu. Ignorei e levei avante a minha teimosia pura e segui caminho. Alguns segundos foi o bastante para que na terra que antes pisava eu estática pronta a partir esta sustentasse aquele que foi o meu primeiro amor.

Não nos cruzamos, não nos vimos, ela nunca me disse o quão perto estivemos de nos atravessar.  

Ele nunca soube que eu ali estive e só hoje soube que ele ali esteve.

Um homem e uma mulher tão diferentes das crianças de outrora.

Separados pelo tempo que nunca foi nosso. Tão distantes na época como no coração.

Porque há lembranças que jamais devem ser trocadas pela doçura do que foi.

E nada acontece por acaso.