“Que a errar, seja por agir e não por ceder ao receio. Que seja por arriscar voar e não por esperar que o vento mude.”

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Domingo, 22 de Abril de 2012

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Há cidades que não interessa quantas vezes lhes palmilhamos as ruas em busca de algo que nos faça sentir mais que o suposto. Vemos-lhe a beleza mas não se sente aquilo que ao nosso lado as gentes já rendidas a ela nos tentam fazer perceber por todos os meios. Não me faz sentir em casa, não me faz querer lá voltar de repente, não se entranha na pele nem se faz pulsar e respirar em nós.

Levam-me na onda da vida académica e eu sigo com eles. Embrenho-me e junto-me aos estudantes que vivem ferozmente o que a cidade lhes proporciona. E no fundo de mim eu olho à volta e vejo-me como se estivesse numa qualquer festa de jovens. Sinto saudades das festas académicas da minha cidade. Daquelas que recebem estudantes de todo o país e onde nos divertimos a ver de onde são pelos trajes que envergam. As tradições académicas que sabem a tanto na minha cidade. As ruas dos estudantes e os hinos aos doutores. As festas e os reboliços próprios de quem traja de capa negra. Porque para mim o meu coração tem o Mondego aos pés. E cidade nenhuma lhe tira o encanto que nos nasce no peito que só quem lá estudou sabe sentir.

miúda* às 20:11

Domingo, 30 de Outubro de 2011

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Há noites que não matam mas moem.

É o frio que parece estar em cada particula que nos rodeia, ou as gentes deambulantes em garganhadas sonoras auxiliadas por uma qualquer carrafa de bebida ou copo em riste que completam o ambiente.

Hoje era eu em mim mais desprendida que o costume, só isso.

Sentadas na mesa do canto vem um desconhecido oferecer-nos duas cervejas fechadas e perante o ar intrigado de ambas vai para a sua mesa com os amigos tão repentinamente como tinha aparecido.  

O álcool que desce goela abaixo em goles semi controlados apenas para deixar o corpo e a vontade suficientemente leves para me deixar inebriar na multidão.

Danço, rio, sou feliz e entranho-me naquele lugar.

Há momentos em que é preciso sair do nosso ambiente para viver um pouco mais para além do suposto comum.

 

miúda* às 21:56

Sexta-feira, 30 de Setembro de 2011

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Há já muito tempo que não saia até de manhã, e soube-me bem uma noite assim, dançar, rir, descontrair e sorver o ambiente.

Quase que sentia falta daquele reboliço de estudantes, animados em conversas paralelas, num emaranhado de gente como só aquela parte da cidade sabe ficar nesta altura. Nem acredito que terminei o curso e já não faço parte daquilo. 

Contudo, ao entranhar-me cada vez mais naquele ambiente, afinal não lhe sentirei assim tanto a falta. Passar pelas miúdas e miúdos que parecem ter acabado de sair das saias dos pais e já estão ali vestidos e a comportar-se como "gente grande" de copo na mão, mete-me confusão. Elas nos seus saltos altissímos, muito maquilhadas e dentro de pedaços de pano que deixam mais à mostra do que aquilo que tapam não é normal. Eu, de sapatilhas, calças de ganga e t-shirt fui mais vezes chamada de caloira ontem que muitas daquelas raparigas que lá estavam a começar a gozar o seu tempo de estudante disfarçadas de mulheres.

Como dizem "momentos que passam, saudades que ficam", mas só de algumas coisas.

 

 

miúda* às 18:30