“Que a errar, seja por agir e não por ceder ao receio. Que seja por arriscar voar e não por esperar que o vento mude.”

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Quarta-feira, 16 de Maio de 2012

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Nas últimas semanas após a picardia mútua que se tem criado, num acesso de loucura sem qualquer vestígio de pensamento antes de falar acedi a ir tomar café.

Conversa que fluía, afinidades que se descobriam e quanto mais falávamos e nos dávamos bem mais eu sentia acender todos os alertas vermelhos que a minha intuição possuia e não possuia.  

Parece que não interessa se a vida me põe alguém no caminho, eu vou sempre arranjar mil e uma coisas que me impedem de deixar entrar a pessoa no meu mundo mais que aquela distância de segurança do “olá, tudo bem e adeus”.

Não há ninguém que eu conheça que me faça abrir a porta ao que sou.

Estou estragada, arrancaram-me algures uma qualquer peça que me permita ligar a alguém.

 


Terça-feira, 10 de Abril de 2012

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O facebook é um lugar tão despropositado para mandar indirectas numa espécie de código que se supõe que mais ninguém vai perceber.

Se fui convencida ao achar que não sendo para mim me metia ao barulho? Talvez, mas dado os antecedentes e intervenientes em conversação é coincidência a mais e de acasos parvos está o mundo cheio.  

 

miúda* às 01:10

Sexta-feira, 06 de Janeiro de 2012

Das coisas que me deixam atónita.

Uma pessoa desempregada arranja um pequeno trabalho a fazer promoções num centro comercial. Passa uma colega de curso e conversam.

 

A: Ah estás aqui a trabalhar, está tudo bem contigo?

B: Pois tem de ser enquanto não aparece trabalho na área vou desenrascando-me a fazer aqui uns dias. Então e tu já arranjaste trabalho?

A: Sim já estou a trabalhar na nossa área, numa empresa. Mas tu é que estás bem aqui a trabalhar como promotora, quem me dera.

B: (cara de incredulidade a olhar para a outra e a pensar mentalmente: Pois devo estar melhor que tu. Eu é que estou bem aqui a matar-me a trabalhar sem folgas durante um mês para ganhar o mesmo que tu com folgas e férias. Eu amanhã já não tenho trabalho mas tu tens pelo menos durante os próximos muitos meses. Eu estou num centro comercial e tu estás a trabalhar na área que estudaste.) Sim definitivamente eu é que estou bem e tu é que estás mal.

 

Há gente que não sabe a sorte que tem. Se ela está assim tão insatisfeita por estar a trabalhar naquilo para a qual se formou eu troco de bom grado com ela… Tanta gente a mandar currículos para poder fazer o que ela está a fazer e ela desdenha com uma facilidade incrível.

Há coisas injustas.

 


Quarta-feira, 08 de Junho de 2011

Sentamo-nos frente a frente naquela mesa da cozinha, olho para as quase 3h da manhã que marcam os ponteiros do relógio e para o vidro que deixa transparecer a noite lá fora e deixo-me afundar na cadeira.

A conversa parece fluir num tom de sussurro que nenhum de nós parece querer quebrar. Falamos e ele levanta-se, fuma um cigarro junto ao vidro que abriu. Ao olhá-lo sinto o frio e corro buscar o edredão branco onde me embrulho. Voltamos ambos a sentar-nos e sinto o quentinho que me envolve.

Assuntos que surgem de entre bocejos que rasgam poderosos no cansaço que nos domina. Nenhum de nós parece ter vontade de lhe ceder e arredar pé dali.

Olhamos para o escuro da rua que lentamente dá lugar ao raiar do dia. Brigamos e fincamos pé ao cansaço que nos consome. Não iremos dormir hoje. Vamos falando num momento em que já não sei se nos ouvimos ou nos limitamos a debitar palavras e ideias assumindo que o cérebro do outro processa toda e qualquer informação.

O despertador da manhã dá sinal e no seu tempo enfio-me debaixo do chuveiro. Visto-me e siga para um novo dia. Há conversas que não precisamos lembrar detalhadamente, são apenas vocábulos sonoros que no momento soubemos processar a nosso jeito. Dialogo de única uma noite irrepetível. Não durmo desde ontem de manhã bem cedo.

O corpo acusa o cansaço e a alma também.

 

miúda* às 14:27

Terça-feira, 12 de Outubro de 2010

It's a sign/Unknown, but appreciated.

Há dias em que queremos que um nome apareça na nossa vida e dê sinais de existência.

Espera-se como quem se senta dominado pelo cansaço.

E depois as forças voltam, parte-se e esquece-se, há conversas que se percebem melhor mudas.

 

 

miúda* às 00:14
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