“Que a errar, seja por agir e não por ceder ao receio. Que seja por arriscar voar e não por esperar que o vento mude.”

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Terça-feira, 19 de Abril de 2011

 

Às vezes não sabemos bem o que se faz e o que se é. Apenas nos deixamos levar pelas circunstâncias que nos rodeiam e nos enrolam na maré.

Quer-se que o mundo gire ao contrário e que o branco passe a preto na presente incapacidade de se saber existir. Porque nem isso sabemos, eu não sei.

Não me sei definir e não sei ficar ausente daquilo que a vontade me aperta. Apetece-me, desejo, quero, ambiciono… e fico assim a remoer o que está longe rendida à força desmedida das conjunturas que me sufocam.

 

miúda* às 14:17

Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010

FERNISTA ✿*゚¨

 

Espera-se que caiam migalhas como quem anseia por um raio de sol numa semana de chuva.

Fica-se assim, de olhar balançante e corpo inquieto num qualquer sinal miraculosamente caído do céu.

Mas então, percebo.

Mendigar migalhas a quem come de ego cheio, é esperar como quem espera em vão por quem não prometeu vir.   

 

 

miúda* às 00:01
:

Quarta-feira, 21 de Abril de 2010

Agitar veloz do sangue num coração irregular que bate descontrolado.

Uma pulsão do corpo que exala o desejo que não consegue esconder. Turbilhão no meio da multidão num mistura de odores e jeitos a que pareço responder. Mas é forte e eu fraca. Porque sinto, porque quero.

Escuridão singular da alma que subsiste num fantasma imortal que vai corroendo aos poucos o laço de inocência que me ata.

O que quer se que faça ou sinta está errado e certo numa antítese de quereres. Pontos-chave de tesão carnal para lá do palpável em sonhos e quimeras.

Queda no mergulho íngreme das palavras que destroem o que o corpo não consegue ocultar. São meros tremores cativos que propagam no vazio o amargo travo da impotência de esticar o braço e sorver a pele que se estende mas que está tão distante como o céu do mar.

 

 

miúda* às 17:55
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Terça-feira, 13 de Abril de 2010

None {bit of beauty: romina shama}

Procuro no fundo de mim uma réstia de lucidez que me acorde para a realidade.

Estou embriagada num passado fútil e dou por mim refém de só mais um dia, uma noite ou um flashar de instante que alimente a minha sede de capricho.

Piso terra e escondo as asas presas que buscam desesperadas um raio de luz de sol. Mas estou tão longe da inocência como um criminoso da forca e é este o caminho que me prende. Porque não sei deixar de sentir, porque não sei ser eu pela metade.

Tantas páginas do livro do meu pretérito que vão gritando e guinchando num acto atormentado por um incêndio que as reduza a cinza nas suplicantes chamas quentes da liberdade...

São olhares que se cruzam e fogem velozes, segredos que se ocultam no esquecimento do que não pode ser contado.  

Uma mera inocuidade de desejo morto pelo desespero da partida. Já não há voltares ou regressos para quem segue com vontade de se perder.

 

 

miúda* às 20:57
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Quarta-feira, 10 de Março de 2010

Quero um peito que me acolha e uns braços que me enlacem.

Dói-me respirar num nó de pobreza de afecto.

Carência que não se solta numa solidão consentida que magoa. É prisão da alma donde se soltam gotas cristalinas de sal que brotam impulsivas e deixam um leve rasto á sua passagem, sangue vivo que jorra de uma ferida que não sara.

Ninguém as vê.

Não deixo que ninguém as veja.

Há dores que não sabemos partilhar e mágoas que não sabemos curar.

A ignorância é uma bênção da qual não nos podemos alimentar.

Porque há guerras e batalhas que estão perdidas antes mesmo de começar.

Resta erguer a bandeira branca e aparecer de ambição no semblante, fortes e distintos.   

 

miúda* às 18:56
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