“Que a errar, seja por agir e não por ceder ao receio. Que seja por arriscar voar e não por esperar que o vento mude.”

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Quinta-feira, 10 de Maio de 2012

womaan :)

Toca o telemovel, uma mensagem.

Olho o remetente e quase que imagino o conteúdo sem ser preciso ler. Uma tentativa de estabelecer contato numa conversa de circunstância que corto de entermeio e que acaba sempre a falar do tempo.

Já perdi a conta às vezes que o fiz e ele já sabe de cor a resposta que irei dar quando ele me convida pela enésima vez para café. Nunca lhe aceitei um convite e nunca estivemos juntos para lá das meia dúzia de vezes em que fomos forçados a conviver entre amigos.

Por muito boa pessoa que ele possa ser à qualquer coisa que me faz afastar dele com a mesma gana que ele se tenta aproximar de mim.

Não o quero magoar, mas não me posso forçar a sentir o que não sinto.

As minhas intuições e escolhas deixam sempre a desejar.

Peço tanto por amor e depois continuo a fugir o mais que posso a quem me quis entregar o coração de bandeja.

Estas coisas do amor são uma treta. Só se devia gostar de quem gostasse de nós.

 

miúda* às 15:23
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Quarta-feira, 09 de Maio de 2012

potere della musica - power of music

Respondia-lhe ele que as mulheres decentes também eram uma espécie extinta. Que já não há mulheres de palavra, verdadeiras, sinceras e de confiança que não traiam.

Passam-me mentalmente umas quantas pessoas assim pela cabeça. Ignoro as que já estão felizes e trago as restante á berlinda. Aquela se não tivesse uns quilinhos a mais, ou a outra se não fosse tão baixinha, ou aquela se tivesse um sorriso mais bonito e a outra fosse mais divertida, e tantas outras com tanto por dizer, se elas não fossem como são já se podiam enquadrar como mulheres decentes. E nisto percebo que poderia estar a falar no masculino que cairia no mesmo discurso. 

Hoje em dia quase todos procuram qualidades interiores que combinem com o exterior como se isso fosse um requisito de qualidade de um qualquer produto numa prateleira de supermercado. Procura-se alguém que não espelhe os seus próprios defeitos sob pena de acordar todas as manhãs com alguém que se sabe de cor e se condena ao seu jeito. 

Às vezes parece que não se quer amor nem cumplicidade, quer-se um bibelô para trazer ao lado e apresentar aos amigos. Porque os bibelôs vieram da fábrica para aquelas mãos, são perfeitos e não têm passado. Os bibelôs não pensam, não discutem nem têm opinião.

Estão ali, imaculados, perfeitos e inalcançáveis.

Seria tão mais fácil se todos fossemos bibelôs.

 

 

miúda* às 23:36

Sábado, 28 de Abril de 2012

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Por vezes continuamos a amar certas pessoas mais do que deviamos.

Mas há sempre um ponto, para o melhor ou para o pior, em que independentemente do quanto amamos não conseguimos mais gostar.

Dependemos de nós e do quanto queremos ferozmente continuar de coração no peito.

As saudades, o amor, as memórias e as carências, os segundos e as horas intermináveis que cabem num amar por vezes são insuficientes para  gostar e querer ficar quando tudo nos diz para partir.

 

miúda* às 16:21

Quarta-feira, 28 de Março de 2012

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"Sim, o Demónio consegue assumir qualquer disfarce. Mas é no corpo de uma mulher tomada pela paixão que ele se sente em pleno. Nenhuma outra forma lhe assenta com tanta perfeição.
É nessa pele que o Demónio se sente ainda mais Demónio..."

 

Marla (aqui)

 

miúda* às 20:22

Terça-feira, 20 de Março de 2012

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Traiu o marido, ele sabe.

Pergunta à mãe se pode regressar a casa dela. Esta recusa e manda-a voltar para a sua casa.

Diz à mãe que jamais conseguirá viver a vida toda com um homem que não ama, mas regressa a casa e ao marido. Ambos fingem que está tudo bem. E, assim, vivem os três: ela, o marido e o fantasma do "não-amor".  

Dizem-me tantas vezes para me deixar amar que o meu sentimento há-de vir depois, mas é perante os casos reais que tomamos noção da dimensão das teias que vivemos. Não temos vida suficiente para cometer os erros todos, há que sugar algumas aprendizagens dos que outros cometem. E eu não quero viver com um não-amor, eu quero um amor inteiro, porque sou suficientemente egoista para  não me bastar o amor do outro, eu quero um meu, cá de dentro do coração, todo ele para lhe dar e corresponder.