“Que a errar, seja por agir e não por ceder ao receio. Que seja por arriscar voar e não por esperar que o vento mude.”

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Terça-feira, 01 de Março de 2011

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Nunca eide perceber bem aquele gene qualquer que algumas mulheres têm que mal vêem um homem giro parece que o cérebro lhes vira papa pegajosa sem ponta por onde se lhe pegue. Ficam estéricas "ai ele era tão giro", "devias tê-lo visto", "ai isto, ai aquilo, já te contei que ele era lindo?"...

Tudo bem não tem mal nenhum, até eu já o fiz. Apenas me ponho a imaginar a mim naquela situação especifica... Até que ponto se está assim tão desesperada que se atira a tudo o que mexe e tudo o que abana o rabinho é fofinho?

Não estou melhor que ela, também pertenço ao clube das encalhadas mas para meu bem ou mal os únicos que me fizeram o cérebro em papa caí no erro de estar apaixonada e não serem os mais giros mas os que por algum motivo me prendiam. Mas eu não sou normal, isso já eu sei.

miúda* às 00:01

Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

.la douleur exquise.

"Como nos ensina Freud, a mulher deseja o contrário daquilo que pensa ou declara, o que, bem vistas as coisas, não é assim tão terrível, porque o homem, como nos ensina o Calino, obedece em contrapartida aos ditames do seu aparelho genital ou digestivo."

Carlos Ruiz Zafón in "A Sombra do Vento"

 

miúda* às 18:15

Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010

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Está em frio de rachar.

Congestionada no meio do transito sorvo o que me rodeia numa tentativa de me abster de pensamentos.

Nisto vejo passar ao fundo da rua uma rapariga de calças rasgadas, botas de pêlo e uma camisola de verão debaixo de um cachecol.

Olho para o 1º C que marca no termometro, para mim mesma e para as toneladas de camisolas que trago, para o casaco grosso que está no banco do pendura prontinho para vestir quando sair do carro e para o quentinho do carro ligado e pergunto-me que faz estas raparigas de hoje em dia tão quentes e que eu não consigo ter...

 

miúda* às 15:25
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Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010

 

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"Tratam-nos mal, mas querem que as tratemos bem. Apaixonam-se por serial-killers e depois queixam-se de que nem um postalinho. Escrevem que se desunham. Fingem acreditar nas nossas mentiras desde que te tenhamos graça a pregá-las. Aceitam-nos e toleram-nos porque se acham superiores. São superiores. Não têm o gene da violência, embora seja melhor não as provocarmos. Perdoam facilmente, mas nunca esquecem. Bebem cicuta ao pequeno-almoço e destilam mel ao jantar. Têm uma capacidade de entrega que até dói. São óptimas mães até que os filhos fazem 10 anos, depois perdem o norte. Pelam-se por jogos eróticos, mas com o sexo já depende. Têm dias. Têm noites. Conseguem ser tão calculistas e maldosas como qualquer homem, só que com muito mais nível. Inventaram o telemóvel ao volante. São corajosas e quando se lhes mete uma coisa na cabeça levam tudo à frente. Fazem-se de parvas porque o seguro morreu de velho e estão muito escaldadas. Fazem-se de inocentes e (milagre!) por esse acto de bondade tornam-se mesmo inocentes. Nunca perdem a capacidade de se deslumbrarem. Riem quando estão tristes, choram quando estão felizes. Não compreendem nada. Compreendem tudo. Sabem que o corpo é passageiro. Sabem que na viagem há que tratar bem o passageiro e que o amor é um bom fio condutor. Não são de confiança, mas até a mais infiel das mulheres é mais leal que o mais fiel dos homens. São tramadas. Comem-nos as papas na cabeça, mas depois levam-nos a colher à boca. A única coisa em nós que é para elas um mistério é a jantarada de amigos - elas quando jogam é para ganhar. E é tudo. Ah, não, há ainda mais uma coisa. Acreditam no Amor com A grande mas, para nossa sorte, contentam-se com pouco."

Crónica de Rui Zink in  O Metro a 8.03.2010

 

Andei aqui a arrumar papeis velhos.

Tenho o hábito de acumular para ler mais tarde. Este estava para aqui perdido no meio de recentes, não sei que fazia aqui, quem o pôs aqui. Eu, num qualquer dia em que tirei a cabeça do sitio habitual sob o pescoço para limpar as tralhas que cá habitam dentro.

Li-o com mais de 9 meses de atraso, coisa pouca, o mundo deu voltas nesse tempo?! Nem me tinha apercebido.

Já esta crónica ficou-me por ser tanto assim, tantas vezes...

 

 

miúda* às 01:22
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Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010

Capacete, colete reflector, botinhas de biqueira de aço e lá vão as meninas para as obras. É ver os homens a olhar de lado, com ar de escárnio e num cochichar divertido e imperceptível entre eles. Como gostava de saber o que diziam.

Mantêm-se na ordem, discretos e evitando dar nas vistas. A falta de capacete que deveriam trazer está registada, foram dos que não tiveram tempo de nos ver ao longe e ir a correr buscar os seus. Segue-se andar a andar por entre as paredes despidas e o chão irregular. Regista-se os detalhes como memória fotográfica para mais tarde relatar. Vai-se subindo e ao chegar á cobertura perdemo-nos na vista para o mar. Ali por segundos somos apenas pessoas isentas de funções a apreciar a paisagem até vestir de novo a pele do que ali viemos fazer. Breve diálogo com o encarregado e descemos piso a piso. Uns quantos de cabeça baixa que se cruzam connosco nas escadas inacabadas, como que envergonhados ou somente em sinal de respeito.     

Mulheres num mundo de homens. Sabe bem.

 

 

miúda* às 11:51
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