“Que a errar, seja por agir e não por ceder ao receio. Que seja por arriscar voar e não por esperar que o vento mude.”

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Domingo, 19 de Dezembro de 2010

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A propósito disto e disto o tempo passou, cada uma seguiu sua vida.

Encontramo-nos e ter estado assim tão perto, falar de coisas triviais e tentar a custo esconder a mágoa que cá vai dentro num clima ameno entre um grupo, agasta um ardor que se forma oportunista dentro do peito.  

Já a pensei conhecer bem, já a julguei a minha melhor amiga. 

As amigas não traem quanto mais uma melhor amiga. Não traiu uma nem duas vezes, traiu cada dia que passou comigo a ouvir-me rir, chorar, estar feliz e triste, nas coisas boas e más que nos preenchem a vida. E isso ainda me custa perdoar e dificilmente esquecerei, porque não o consigo.

Ao estarmos tão próximas no mesmo espaço, olhar para ela, falar para ela quase que tive saudades. Quase.

Foi talvez um reflexo de pena dela ou somente de mim, de onde foi que eu falhei para que ela mo fizesse.

Há coisas que nunca mais serão as mesmas por muitas voltas que o mundo dê.  

miúda* às 00:37
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Sexta-feira, 03 de Dezembro de 2010

.: Eugenio Recuenco :. Online portfolio

 

Nunca se conhece uma pessoa.

Quase todos os dias com alguém, muitas horas de jornada passadas e alguns anos na bagagem. De que serve isso se o silencio tantas vezes impera?

Namora, ama alguém, gosta disto, detesta daquilo, não suporta aqueloutro… poderia dizer mas não sei e isso incomoda-me.

Sou um pessoa de laços, não me sei ligar a quem não os tem para partilhar.   

 

 

miúda* às 16:11
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Sexta-feira, 19 de Novembro de 2010

Daisy Lowe

 

Apetece abraçar, agarrar e sentir o coração que sem o saber prolonga o nosso, bem junto ao peito. Envolver e ficar no silencio que é mais ensurdecedor que uma multidão inteira.

Não conseguimos resolver os problemas do mundo mas às vezes o nosso mundo fica confinado a um só alguém. Queremos aperta-lo, mandar embora qualquer réstia de dor que possa espelhar daquele olhar. Queremos tanto que quase se sente o frio que vem daquele peito oculto numa espécie de raiva inexplicável.

A distancia psicológica é mais penosa que a física. Corrói o amor quando ele não tem mais oxigénio que o sustente.

E o amor quando o morrer lento se torna em compaixão sabe magoar mais que o suposto. Cria um jogo vicioso que não sabe respirar e deixa um incómodo solitário a roçar a impotência de se ser amigo.

 

miúda* às 21:44
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Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010

A Jar Of Stuff

 

A amizade é como um órgão vital externo que nos faz funcionar. Ignoro isso tantas vezes.

Se por algum motivo ele falha algo parece tremer no quotidiano. Habituamo-nos a pessoas, a rotinas, a conversas e risos que vêm com aquela pessoa especifica. Damos valor à confiança, colocamo-la no centro da base que nos sustenta. Mas às vezes esse alicerce cede. Cai por terra e ficamos impotentes a vê-lo ruir. Jamais o conseguimos cimentar de novo. Eu não consigo. Levo a traição demasiado a peito. Levo a confiança demasiado a sério.

Tenho saudades, sinto falta daqueles momentos e de todo o reflexo que via do outro lado de quem já me conhecia bem, sem precisar de o dizer mas há coisas que não são para ser.

Lembro-me todos os dias dela e de como seria se as coisas não tivessem tomado o rumo que levaram. É uma suposição.

Ninguém é insubstituível mas às vezes o tempo agrava a saudade do que foi e não consegue ser agora. Afinal ninguém é ninguém e nós somos apenas nós a tentar rebuscar com outrem o que não consegue ser. 

 

miúda* às 19:57
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Sábado, 04 de Setembro de 2010

 

Qual a motivação de alguém nos adicionar no facebook se nunca falou para nós? E se acrescido a isso passou uma vergonha à nossa frente à uns mesitos atrás?

Cruzamo-nos uma vez quando fui buscar o meu irmão ao treino de futebol.

E podia jurar que foi este "puto" que eu vi nu, quando os colegas o resolveram pôr fora do balneário e fecharam a porta, deixando-o trancado cá fora tal como veio ao mundo, no mesmo alpendre em que eu esperava o meu irmão abrigada da chuva.

Ainda hoje me pergunto se se sentiram mais homens por porem um dos deles nu na rua sabendo que eu lá estava ou a testosterona dispara assim tanto e entorpeça-lhes o cérebro quando uma mulher está perto do balneário?? Pobres deles então, a porta da rouparia é mesmo ao lado e está lá sempre a dona X!! 

Mas bem, afinal não foi assim uma experiencia tão traumática e ele até quer fomentar novos amigos!! Grande "puto"!! 

 

 

 

miúda* às 01:08
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