“Que a errar, seja por agir e não por ceder ao receio. Que seja por arriscar voar e não por esperar que o vento mude.”

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Sexta-feira, 21 de Maio de 2010

sensuality_art: яра и ветер.

Apaixono-me lentamente pelos detalhes.

Olho-o á distância e tolda-me uma miragem numa sensação que de algum modo num futuro incerto a vida poderia tomar um rumo diferente. Crer por segundos na capacidade das voltas que o mundo dá.

Um dia tudo será ilusão e eu vivê-la-ei. 

Um dia tudo será real e eu não terei vivido.

Ou vai daí vivi, mais que o suposto. Porque senti com todas as minhas forças, porque tentei lutar até as veias saírem salientes de sangue negro nas mãos bem fechadas prontas a esmurrar quem se atravessar.

Fazer forte o fraco e transformar a ausência numa presença consentida de quem só tem um coração e muitos remendos para lhe fazer.

Não voltarei a partir e jamais ficarei. Erro caminhante que segue perdendo-se por vontade própria enquanto o chegar não chega.

Vejo-te nos pormenores do sonho, quem sabe possível, e na inconstância de não te querer aprendo a pedir por ti. Fazes-me cair na tua rede e eu cedo vagarosamente temendo trémula o dia em que a plenitude de meu amor aconteça e tu partas para nunca mais regressar.  

 

miúda* às 13:41
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Quarta-feira, 19 de Maio de 2010

..

Deixo o meu corpo à mercê de si e delego a consciência ao futuro.

Perco o controlo e a moral por capricho momentâneo e deleito-me no prazer da impulsividade.  A culpa à muito que se foi. Ficou algures cativa no limbo de quem está tão próxima dela que ignora os seus gritos.

E eu gosto de silêncios, das palavras mudas e dos toques leves e serenos de um olhar. Isso basta-me até que parta numa correria ofegante de quem foge veloz às acções. Nem sempre o querer é bom. Torna-nos prisioneiros à força de um pretérito.

Não sei viver de migalhas, não consigo deambular na escuridão da alma e não suporto o vazio como abraço firme nas noites em que o sono tarda. Penso demais, quero demais e sinto ainda mais.

E o futuro é um arrependimento que nasce continuamente na pacificidade de um querer.

 

miúda* às 21:13
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Untitled / Grace Lindelien

 

“Nenhum de nós sabe o que existe e o que não existe. Vivemos de palavras. Vamos até à cova com palavras. Submetem-nos, subjugam-nos. Pesam toneladas, têm a espessura de montanhas. São as palavras que nos contêm, são as palavras que nos conduzem. Mas há momentos em que cada um redobra de proporções, há momentos em que a vida se me afigura iluminada por outra claridade. Há momentos em que cada um grita: - Eu não vivi! Eu não vivi! Eu não vivi! - Há momentos em que deparamos com outra Figura Maior, que nos mete medo. A vida é só isto?”

 

Raul Brandão in Húmus

miúda* às 01:00
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Terça-feira, 18 de Maio de 2010

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Há partes de nós que mais vale não darmos conta que existem sequer.

Por debaixo desta pele branca, ausente de sol, pulsa algures um sangue gelado e cortante, que perdi a esperança de amornar.

As circunstâncias nem sempre são um trampolim para a vida, ás vezes são meros braços e mãos que nos atam ao chão e prendem a vitalidade. Quanto mais se navega mais se naugraga na carencia de ser humana.  

Somos frágueis.

Sou frágil, não tocar.

 

 

miúda* às 00:27
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Sábado, 15 de Maio de 2010

4705 cr by =bagnino on deviantART

"Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é parvoice.
Não só não se esquece a outra pessoa como se pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em ti...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tão pouco compreenderá uma longa explicação."

 

Mário Quintana

miúda* às 00:37
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