“Que a errar, seja por agir e não por ceder ao receio. Que seja por arriscar voar e não por esperar que o vento mude.”

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Domingo, 31 de Janeiro de 2010

Vai uma pessoa ao futebol, preparada para desfrutar do espectáculo e com tanta porcaria de lugar tinha de vir para o meu lado um homem asqueroso! Uma autentica imitação barata e ainda mais deprimente que o Zézé Camarinha.

Ele era cabelinho cheio de gel, óculinhos Rayban espelhados, bigodinho… toda uma panóplia de elementos me despertaram vómito mal olhei e o vi a dirigir-se na minha direcção.

Passou o jogo todo a gritar-me aos ouvidos, a deitar o fumo do tabaco para cima mim e a empurrar-me como se não houvesse amanhã!!

Perdi as estribeiras, virei-me ao homem numa raiva verbal mas a única coisa que consegui foi uma fracassada e deprimente tentativa de engate por parte do dito e a risota geral do público envolvente. Após muita insistência de espaço entre mim e o dito monstro sai dali e optei por um fim de jogo confortavelmente instalada na escadas e longe daquele pesadelo.

E ainda me pergunto porque não vou mais ao futebol… Isto só comigo!!

 

miúda* às 23:17
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Sábado, 30 de Janeiro de 2010

 

Uma imagem que passa veloz.

O despertar para o engano.  

O acontecer e o turbilhão de sentimentos em catadupa no meu corpo frágil que tenta ignorar o bater louco do coração e a respiração ofegante.

Não se ama uma ilusão, não se deseja um fantasma, não se ambiciona uma utopia.

Regresso lento à serenidade de uma constatação que dói mesmo quando se saber ser o certo.

 

miúda* às 23:33
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Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Caminho sob o sol de inicio de tarde e perante um vento cortante.

Sento-me no muro de pedra junto ao rio observando o espelho de prata que se estende.

Mergulho de cabeça nos meus pensamentos e tento suportar o frio que me gela.

Sem que me aperceba aproxima-se um senhor já com alguma idade. Pede-me que leia um poema que ele escreveu. Olho-o com curiosidade mas assinto. Leio e antes que termine de o ler o senhor diz-me que é o que lhe quiser dar. Levanto os olhos da fotocópia, olho para ele e ele perante o meu olhar esvanece-se em desculpas que a poesia não se paga mas que ele está desempregado e que a vida não está fácil.

Decido ficar com o poema e pego na carteira. O senhor muito de repente retira a folha das minhas mãos e num ar suplicante pede-me para assinar o poema. Deixo-o assinar e dou-lhe alguns trocos que tinha.

Virei-me e continuei a olhar o rio embrenhada no regresso aos meus pensamentos. Não sei quanto tempo passou mas quando olhei o homem permanecia ali a mirar-me. Serenamente diz-me que não deveria estar triste. O que quer que me preocupasse não devia pensar nisso porque tinha um rosto demasiado bonito e aquela paisagem era majestosa demais para completar com melancolia.

Sorri e o senhor partiu.

Decidi então dar o passo seguinte rumo ao futuro, sair dali e deixar uma parte do que me atormenta para trás.

Chega a noite.

O que tinha deixado para trás reergue-se como se não suporte-se a suposição de ser esquecido.

Quebra o silêncio de muito tempo e atravessa-me o caminho de novo. 

Agrilhoada ao passado por vontade própria ou por imposição do acaso?

A vida dá muitas voltas… muitas delas continuam uma incógnita para mim…

 

miúda* às 23:19
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Sábado, 23 de Janeiro de 2010

Cerro os punhos de fúria.

Sinto o rosto quente de raiva.

Às vezes o melhor mesmo é estar longe de pessoas caso contrário corria o risco de perder a calma e partir para a agressão!

Há gente que me causa uma certa azia.

Ligam a pedir um favor, são arrogantes e ainda agem como se fossemos nós a pedir-lhes o dito favor!

Eu não pedi nada!

Não quero nada!

Ainda não parei um minuto desde que me levantei, tive um dia daqueles, tudo o que eu não pedi foi alguém a torrar-me a paciência com exigências!

Tanta gente disposta a fazer o dito serviço e tinha logo de me pedir a mim!

Faço o esforço de engolir em seco e fazer o que me pediram numa tentativa de ser cordial e atender a alguém que me pediu ajuda e na volta nem um obrigado. Levo uma total ignorância de nem te conheço!

Boa miúda, continua que estás a fazer um belo serviço!! É para ver se aprendes!!! Bem feito!!

 

miúda* às 22:40
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Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

“De encontro ao amor. A um passo. Estavam a um passo de ficarem juntos. Alguém estragou tudo. Alguém ou alguma coisa. Para ela, talvez  tenha sido o medo de assumir o seu verdadeiro sentimento. Achar que não foram feitos um para o outro. Serem de mundos de tão diferentes, apesar de o dois converter-se em apenas um, quando estão juntos. Na cabeça dela era assim. Ninguém lhe tira isso da cabeça, nem o esforço que o coração faz. Nem as memórias. Nem ela própria, quando se olha ao espelho e vê aquele brilho de que todos falam. Ninguém. Muito menos ele, ou a sua presença ou a sua ausência. Para ele, talvez tenha sido a altura errada, a espera, e achar que ela andou a brincar com os seus sentimentos em vão. Nada é pior que tentar negar, tentar esconder o que é impossível esconder. Contrariando. Os sentimentos não se escolhem, não é verdade? Engraçado como isso é possível. Como nasce do nada (ou tudo). Como o nosso coração se altera por uma pessoa e não por outra. Ela sabe disso, ele também não a escolheu. Mas parece que todos os dias se deitam a pensar um no outro, em camas diferentes, sem falarem. Ficaram a um passo de ficarem juntos. A um passo.”

 

Mau Feitio in Crónicas de amor

 

Há textos que associamos a pessoas.

Há excertos que ligamos a vidas.

Há pedaços que amarramos a supores.

Há.

 

miúda* às 18:40
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