“Que a errar, seja por agir e não por ceder ao receio. Que seja por arriscar voar e não por esperar que o vento mude.”

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Domingo, 22 de Abril de 2012

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Há cidades que não interessa quantas vezes lhes palmilhamos as ruas em busca de algo que nos faça sentir mais que o suposto. Vemos-lhe a beleza mas não se sente aquilo que ao nosso lado as gentes já rendidas a ela nos tentam fazer perceber por todos os meios. Não me faz sentir em casa, não me faz querer lá voltar de repente, não se entranha na pele nem se faz pulsar e respirar em nós.

Levam-me na onda da vida académica e eu sigo com eles. Embrenho-me e junto-me aos estudantes que vivem ferozmente o que a cidade lhes proporciona. E no fundo de mim eu olho à volta e vejo-me como se estivesse numa qualquer festa de jovens. Sinto saudades das festas académicas da minha cidade. Daquelas que recebem estudantes de todo o país e onde nos divertimos a ver de onde são pelos trajes que envergam. As tradições académicas que sabem a tanto na minha cidade. As ruas dos estudantes e os hinos aos doutores. As festas e os reboliços próprios de quem traja de capa negra. Porque para mim o meu coração tem o Mondego aos pés. E cidade nenhuma lhe tira o encanto que nos nasce no peito que só quem lá estudou sabe sentir.

miúda* às 20:11