“Que a errar, seja por agir e não por ceder ao receio. Que seja por arriscar voar e não por esperar que o vento mude.”

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Segunda-feira, 09 de Abril de 2012

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«(...) olhando-a nos olhos, explicou-lhe que os sonhos - os mais importantes e desejados - quase sempre entram em conflito entre eles. Inevitavelmente temos de decidir por quais vamos lutar e aceitar os que são adiados, ficando, por tempo indefinido, mergulhados no espaço imenso que é a fantasia e a imaginação.»

 

by Closet

 

 

Há momentos em que ao passar os olhos pelos saltimbancos que fazemos da vida, batemos de frente com excertos que traduzem por palavras a barafunda que nos caracteriza.

Os sonhos são uma areia movediça perigosa sobre o qual caminhamos alegres e perfeitos ignorantes do perigo. Não interessa se não se sabe o que se quer, o essencial há-de sempre pertencer ao que não se quer. E a carência resulta da indefinição que damos a essa vontade. 

Sei com toda a minha coerência pessoal que aquele é o devaneio morto ainda antes de nascer, mas no silêncio é dentro do peito que o sonho que mais se teme quer brotar, espreitando tímido, tentando sair da fantasia em que o trancamos. 

Luta haverá sempre, sob o punho pesado dos sonhos reis e senhores prontos a sacrificar vísceras e coração, em prol de vitórias infrutíferas que nunca trarão a felicidade sem deixar um rasto de demasiadas baixas impossíveis de colmatar.

 

miúda* às 01:12