“Que a errar, seja por agir e não por ceder ao receio. Que seja por arriscar voar e não por esperar que o vento mude.”

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Domingo, 08 de Abril de 2012

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Conduzo naquela estrada estreita que escorre e se perde qual rio  por entre a serra densa de árvores.

É noite de luar. Uma lua farta que ilumina tudo como uma luz de presença a criar sombras tenebrosas.

Piso o acelerador até não poder mais, não sou mais eu mas um vazio de movimentos mecânicos.

Sinto o carro fugir, descontrolado, numa curva demasiado apertada e assim me deixo ir a deslisar estrada fora em contramão até quase cair no precipício fundo lá em baixo, ficando imóvel parada a olhá-lo de frente. Inspiro e expiro como se a dor fosse feita de ferro e acelero veloz uma vez mais. Perdi-me algures do meu corpo. Há partes das quais não se sabe abrir mão.

E quando nos sentimos afundar aos poucos lá fora ninguém sabe. É o som de perder o que nunca se encontrou.

 

miúda* às 03:41

Há mesmo partes de nós que não se sabe abrir mão...Gostei tantooo.
Um beijo enorme***
Closet a 8 de Abril de 2012 às 22:56

Temos tantas partes vitais que moram fora do corpo que parece impensável larga-las :)
Beijinhooo grande**
miúda* a 8 de Abril de 2012 às 23:37