“Que a errar, seja por agir e não por ceder ao receio. Que seja por arriscar voar e não por esperar que o vento mude.”

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Sexta-feira, 16 de Março de 2012

Apanhar o comboio pela manhã, chegada á estação de Campanhã em hora de ponta, sempre bom, gosto daquela confusão de chegadas e partidas onde todos os destinos se parecem cruzar.

Subir aquelas ruas e ruelas sempre a passo apressado, quase que me esquecendo de respirar enquanto converso animada com aquele senhor. As saudades que sentia daquela cidade, nem o frio que se fazia sentir e o tempo cinzento sem qualquer réstia de sol parecia mudar o ambiente.

Um rápido passeio pelos arredores e a cada chegada um sorriso simpático com um bocado de conversa fiada para dar no seu melhor sotaque. Gosto do Porto. Tanto mas tanto.

Mais uma correria pela cidade, desço as escadas para o metro, valido o andante e mesmo quando estou a chegar a porta do metro fecha à minha frente e este arranca perante o meu ar desalinhado e meio parva a vê-lo partir. Mais quinze minutos até ao próximo. E fico ali a ver a plataforma encher e esvaziar a cada novo metro que passa, até enfim partir.

Enfio-me no comboio e parto. O Porto há muito que ficou para trás. Até ao próximo regresso, porque quero e muito.

miúda* às 23:54

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